Atividades e Simbolos

A atividade da Escola para o cumprimento de sua Missão compreende diferentes aspectos:

Render Culto a Deus, de forma que cada irmão, mediante seu esforço, intenção e conduta, tenha a possibilidade de retornar a Ele.

Estudar, ensinar e se aprofundar na Ciência Espiritual, que unida aos princípios fundamentais da Idéia Nova, dão corpo doutrinário à filosofia do Ensinamento da Redenção que elaborou Jesus de Nazareth.

Realizar as Tarefas que têm como fim colaborar com o Bem para o arrependimento dos grupos espirituais do erro e fortalecer o equilíbrio harmônico do estado vibratório espiritual do discípulo.

Formar o conjunto de irmãos capacitando-os a realizar as tarefas Espirituais ou de Culto e a orientação espiritual aos seres humanos que necessitam, porque desejam se aprofundar em nossa fé. Os que levam a cabo estas atividades se denominam Diretores Espirituais. Realizar Cursos e Seminários para a formação de Diretores Espirituais.

Oferecer explicações e conferencias sobre temas do Ensinamento.

Dar ajuda espiritual aos irmãos indicada pelo Diretor Geral Espiritual, na forma conjunta ou generalizada.

Se bem é certo que a Escola está integrada por seres humanos limitados, em maior ou menor medida, pelos seus estados espirituais próprios, ela se encontra conduzida pelo Bem, mediante o Guia da Instituição Pedro Basílio Portal e os Guias Espirituais das Filiais. Todos eles conduzidos pelo Redentor de todos os espíritos ou almas que necessitam evoluir, Jesus de Nazareth. Todas as filiais da Escola estão amparadas pelo Bem, através de uma proteção fluídica para que possam realizar sua missão redentora.

Símbolo de amor e perdão

O primeiro símbolo que teve a Escola, por indicação do Bem, foi a Cruz com uma coroa de espinhos, que simboliza o amor e o perdão.

Podem-se ter idéias diferentes e até opostas sobre o tema do perdão, que por certo se respeitam na Instituição.

Entretanto o Ensino Espiritual da Redenção traz um conhecimento que é para o homem, porque Jesus é o Redentor de toda a humanidade, por esse motivo não está limitado a um grupo religioso ou outro.

O perdão permite ao ser humano evitar responder à ofensa com novas ofensas. Como está o mundo?

Não é necessário refletir muito para dar-se conta que está saturado de ações violentas e nutridas por sentimentos de vingança que impulsionam aos seres humanos para o ódio.

Este semeou muito sofrimento na humanidade, formando cadeias de ressentimento e destruição que só conseguiram enfrentar ao homem com o homem gerando mais e maiores conflitos cada vez.

A memória coletiva se ocupou de manter presente conflitos que se transmitiram que geração em geração, sem permitir o perdão.

Antes este panorama, como se pode ajudar a mudar, em parte, esta problemática não só individual, mas também do homem em geral.

Entendendo a urgente necessidade de perdoar e que realmente perdoa quem não guarda ressentimento ante a ofensa ou a ação errônea recebida de outros.

Uma pessoa, quando pode perdoar?

Quando compreende que também comete erros por certas debilidades de sua alma ou espírito que é.

Assim é possível entender que se quer ser perdoado, também há outros seres que podem desejar que os perdoe.

No contexto do tema se dirá que Jesus de Nazareth, deu o exemplo ao exercer o perdão, como um caminho para ser imitado por seus irmãos.

O Mestre perdoou a quem o julgou e sentenciaram injustamente ao suplício da morte por crucificação, e também a todos os que não conseguiram compreender sua mensagem sublime, implícito na Idéia Nova que semeou através do amor e o respeito para seus irmãos.

“Pai, perdoai-os porque não sabem o que fazem”. Foi tão grande a elevação espiritual de sua alma que, até padecendo a dor de seu corpo martirizado, consegue suportá-lo sem rebeldia espiritual e condoer-se pelo sofrimento que esta ação acarretaria à humanidade toda. Essa foi sua máxima expressão de compreensão e amor, antes de abandonar este mundo.

Reconhecendo a missão cumprida pelo Salvador é que o primeiro símbolo que teve a instituição Escola Científica Basilio foi a cruz de madeira, com a coroa de espinhos somente, por indicação do Bem, e como representação sublime do amor e o perdão do Mestre.

É por esse motivo que a Escola não utiliza outro tipo de imagens representativas do corpo agonizante de Jesus.

Jesus de Nazareth é o Redentor, em mérito à sua inquebrável vontade aplicada a resgatar a seus irmãos, desde que se originou o erro neles quando se afastaram da harmonia espiritual que lhes outorgava felicidade junto a Deus Criador.

Com respeito ao perdão, corresponde diferenciar duas situações possíveis. Uma, quando é necessário perdoar e outra quando se deseja ser perdoado. O perdão surge por uma necessidade da alma que busca a paz interior.

É a possibilidade de deixar de perceber um estado espiritual de desarmonia provocado pela lembrança permanente da situação dolorosa vivida.

Quando perdoamos podemos voltar a lembrar um fato determinado, até sentir dor pelo acontecido, mas isso não perturba a alma. tem-se paz interior e se a transmite e irradia aos seres com os quais se convive.

Perdoar, não exime a quem cometeu o erro de assumir a responsabilidade de seus atos, embora tenha o perdão de quem sofreu a ofensa.

Todo aquele que atua, impulsionado pelas fraquezas de sua alma ou espírito em prejuízo de um terceiro, deve inevitavelmente, reparar, emendar, ou ressarcir as conseqüências de seu errôneo acionar.

Por isso, a Escola Científica Basilio orienta ao homem através do Ensinamento da Redenção Universal, para que se aplique a melhorar sua vida, evitando ocasionar prejuízos a terceiros, já que não é suficiente o perdão do outro ser humano para evoluir.

Faz-se necessário que essa pessoa, modifique a conduta, para não ter que pedir perdão novamente pelos mesmos erros, pois isso evidencia o retrocesso espiritual ao continuar persistindo nas ações equivocadas.

É necessário, além disso, conhecer que os atos inadequados que tenha concretizado uma pessoa em sua vida e que se originaram na intencionalidade, propósito ou iniciativa da alma, gravam-se também no sistema Mente que todo ser humano possui.

É costumeiro ocorrer que não queira reconhecer seus erros mas ainda assim a consciência moral lhe indica o incorreto de seu proceder.

Explica-se que toda alma ou espírito tem uma memória espiritual que lhe permite conhecer em forma globalizada sua atuação no Bem ou no erro.

Assim, o gravado na mente e o armazenado pelo espírito em cada ser humano lhe permite contar com uma bagagem de experiência, devido à qual, na sua morte ou desencarnação não precisa ser julgado por Tribunais no espaço etéreo.

Basta-lhe tomar consciência de sua situação e estado espiritual individual de avanço, ou retrocesso.

Talvez, algumas pessoas pensem que a morte é um momento de solidão espiritual.

Já se disse que é uma situação aonde se produz uma tomada de consciência. Sabemos que não se está sozinho.

Isto é devido a que é um transcendente momento, o da morte.

Ante isto, aproxima-se um grupo espiritual do Bem, com experiência nestas situações.

O homem em instância de morte, para que possa reconhecer e arrepender-se do agido erroneamente, recebe o apoio espiritual do Bem, inclusive daquelas almas que foram seus pais, avós e outros seres queridos que já faleceram e que formam parte da Obra da Redenção.

Se assim o aceitar, redime-se por sua própria vontade e a ajuda do Bem, para que comece a reparar ou ressarcir o mal ocasionado, mas já afastado do erro. Deste modo se cumpre a Redenção prevista pelo Bem.

Deus não julga nem condena, e o Bem vai sempre em auxílio das almas que, arrependidas procuram retornar ao Criador.

A aproximação dos espíritos da Obra da Redenção produz o efeito de um bálsamo que acalma a rebeldia do espírito. Esta ação facilita o reconhecimento dos erros cometidos, arrepender-se de havê-los realizado e desejar ser salvo embora se reconheça a necessidade de iniciar um processo de reparação para a paulatina evolução do espírito a Deus.

Quando uma pessoa acumulou o rancor e o ódio em sua alma e não aceita perdoar a quem fez mal, não deseja tampouco a ajuda que o Bem lhe oferece nos instantes de seu desencarnação e morre em rebeldia, o que lhe produz estar vinculado ao erro.

Mas esta situação não é para sempre, haverá para ele uma nova oportunidade futura. A Escola Científica Basilio sustenta, através do Ensinamento da Redenção Espiritual, que não existe a condenação eterna para as almas e que a Salvação ou Redenção é para todos, quando conseguirem reparar e evoluir para o Criador.

O perdão de Jesus foi um símbolo que sem estar atado a preâmbulos e pensamentos egoístas, procurava na paz humana, a felicidade de todos os seres.”

O irmão Eugenio, co-fundador da Escola Científica Basilio, depois de produzida a desencarnação ou morte da irmã Branca, recebeu a indicação que devia realizar um retrato do Mestre, e que este seria o meio mais idôneo para motivar e predispor ao ser nos pedidos dentro de Verdade e a Justiça, constituindo para o homem uma base de apoio e de esperança para comunicar-se com o Bem.

Para dar cumprimento à tarefa que interpretou de suma necessidade, dirigiu-se a uma filha da co-fundadora, a qual era uma irmã de fé da Instituição e tinha condições para o desenho e a pintura, com o fim de que elevando-se espiritualmente pudesse receber do Bem a inspiração que servisse para elaborar a imagem do rosto do Mestre, e a transladasse ao papel.

Várias vezes o tentou, e em procura de ajuda foi a seu professor, o pintor Pierre, de nacionalidade francesa. Ele era livre-pensador e considerava que tudo o que cerceasse a liberdade do indivíduo, é contrário a Deus. Por isso, e em razão de que o Ensinamento de Jesus não é dogmático, era simpatizante da Escola

A inspiração como protagonista do retrato

Escutado o pedido ficou em silêncio. Tomou um cartão, pois estava na oficina de desenho, e com assombrosa rapidez desenhou os traços fisionômicos do Mestre com uma grande pureza de linhas. Foi tão rápido que não deu tempo a retoque algum e ao final, quase sem levantar o lápis do cartão, terminou o retrato.

Uma vez concluído, entregou-o à filha da irmã Branca, lhe dizendo: “…Toma, leve-o ao Diretor da Escola e lhe diga se este é o retrato de Jesus que ele queria. Eu não o fiz, alguém dirigiu meu pensamento me inspirando e me ajudou a transmiti-lo…”

Muito emocionado, o pintor ficou pensando nesse fato tão incomum para ele.

Indicação recebida pelo Irmão Eugenio

À noite anterior, o irmão Eugenio se despertou em hora muito avançada por um chamado de índole espiritual. Viu refletido nos pés de sua cama um rosto totalmente iluminado, ao mesmo tempo que recebia a indicação de que essa fisionomia era a do Mestre e devia considerá-lo na Escola como símbolo de Redenção.

Foi tal a emoção do irmão Eugenio, que não pôde voltar a conciliar o sonho, e ao outro dia, quando a filha da irmã Branca lhe entregou o desenho realizado pelo pintor Pierre, seu assombro não teve limites; ali estava impresso o rosto do Mestre que tinha percebido espiritualmente na noite anterior.

Isto o fortaleceu ainda mais e, emocionado, deu graças a Deus pela proteção recebida. Comunicou à filha da co-fundadora que o trabalho estava cumprido e que esse era o rosto do Mestre que serviria de Guia para os irmãos de fé, na difusão da Obra da Redenção Humana.

O retrato apresenta a Jesus no paroxismo de sua desencarnação, iluminado por sua grandeza espiritual; daí a falta de cor da cútis e dos cabelos ante a imensa Luz que tem e o rodeia.

O Diretor Geral Espiritual, Irmão Ernesto Guido Boeri recebeu a indicação espiritual mediúnica de realizar um novo desenho do rosto do Mestre, com os olhos abertos, que servisse como símbolo para predispor aos discípulos e obter sua conexão com o Bem.

A tal fim, encarregou-se a um irmão desenhista, a realização do retrato, que foi elaborado segundo as indicações recebidas do Diretor Geral Espiritual.

Cumprida a tarefa, o Irmão Boeri considerou que essa fisionomia era lhe concorde com a que tinha percebido espiritualmente, e que devia considerar-lhe na Escola como um novo símbolo de Redenção.

A satisfação experimentada pela tarefa cumprida, se fazia necessário compartilhá-la com outros irmãos de fé.

É assim como foi anunciado em 25 de dezembro de 1994 na Festa Espiritual Central Natal, que foi realizado um novo desenho do rosto do Mestre, com os olhos abertos, e impresso em branco e preto, que se colocaria em todos os Salões de Atos Espirituais de filiais da Instituição.

O retrato apresenta Jesus de Nazareth adulto, em uma etapa de sua existência humana, na plenitude de suas faculdades como homem e Enviado de Deus, em que transmitia a Idéia Nova, nome com o qual se conhecia seu Ensinamento.

O desenho das feições do Mestre, mostra-o em um estado espiritual de harmonia, próprio dos espíritos de Luz. Ressalta seu olhar doce e profundo, porém firme por sua vez.

Uma auréola de luz o ilumina, desde os ombros e rodeando a cabeça, sendo a manifestação própria do Redentor.